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DEZ

2025

Educar com e para a IA - Perspetivas

1. Introdução pessoal e contextual

A Inteligência Artificial (IA) emerge como um dos maiores catalisadores de transformação nos processos de ensino-aprendizagem, especialmente no contexto da formação à distância. No meu percurso como gestor, consultor sénior, formador e coordenador pedagógico, tenho procurado integrar metodologias com propósito, auditáveis e replicáveis que garantam rastreabilidade, rigor e impacto social. 

A disciplina que frequento na Universidade Católica Portuguesa, centrada na utilização da IA em educação, despertou em mim novas inquietações e curiosidades: como pode a IA ser usada tanto por professores e formadores como por alunos e formandos? Que implicações éticas e pedagógicas decorrem da sua integração? 

Vejo a IA como parte de uma sinapse entre o natural e o artificial, entre o humano e o tecnológico. Mais do que uma ferramenta, a IA pode ser conceptualizada como um exocérebro, capaz de ampliar as capacidades intelectuais dos indivíduos, tal como um exoesqueleto amplia as capacidades físicas. Esta metáfora sublinha que a IA não substitui a inteligência humana, mas funciona como extensão e potenciador, criando novas possibilidades de análise, criatividade e tomada de decisão. No contexto educativo, esta visão reforça a necessidade de integrar a IA de forma ética e equilibrada, garantindo que o desenvolvimento pessoal e humano - enquanto cidadãos e profissionais - permanece no centro da aprendizagem. 

 

2. Eixos escolhidos para aprofundar

2.1 Ensinar com IA 

A integração da IA nos processos de ensino redefine o papel do formador. No meu contexto educativo, a IA surge como assistente pedagógico que apoia na criação de conteúdos adaptativos, na gestão da diversidade de perfis de aprendizagem e na monitorização contínua do progresso dos formandos. 

  • Aplicação concreta: utilização de sistemas de IA para gerar checklists interativas, dashboards pedagógicos e planos de aula personalizados. 
  • Benefícios: maior eficiência na preparação e acompanhamento das sessões; personalização da aprendizagem; apoio ao professor na tomada de decisão pedagógica com base em dados rastreáveis. 
  • Riscos e implicações pedagógicas: dependência excessiva da tecnologia; risco de desumanização da aprendizagem; necessidade de garantir transparência e auditabilidade dos algoritmos. 
  • Estratégias de implementação: formação contínua dos formadores em literacia digital e ética; definição de protocolos pedagógicos que assegurem que a IA complementa, mas não substitui, a mediação humana; criação de espaços de reflexão crítica sobre os impactos da IA no ensino. 

2.2 Aprender com IA 

Do ponto de vista dos formandos, a IA abre novas possibilidades de aprendizagem autónoma, personalizada e envolvente. 

  • Aplicação concreta: tutores virtuais, simuladores de cenários práticos e assistentes de estudo personalizados que apoiam a autoaprendizagem e a motivação através de gamificação. 
  • Benefícios: autonomia do aluno; aprendizagem adaptativa; maior envolvimento e motivação. 
  • Riscos e implicações pedagógicas: passividade do aluno; viés algorítmico; desigualdade no acesso às ferramentas. 
  • Estratégias de implementação: promover competências críticas e reflexivas nos formandos; garantir equidade no acesso às tecnologias; integrar a IA em metodologias que valorizem a colaboração e a aprendizagem social. 

 

3. Visão de futuro

A integração da IA nos processos educativos redefine o papel do professor e do formador. Imagino o docente como curador de conhecimento, mediador ético e designer de experiências de aprendizagem, capaz de articular inteligências humanas e artificiais em benefício do desenvolvimento pessoal e profissional dos aprendentes. 

  • Evolução do papel docente: de transmissor a mediador; de gestor de sala a estratega pedagógico; de especialista isolado a curador em rede. 
  • Competências essenciais: literacia digital e ética; capacidade crítica e reflexiva; design instrucional inovador; comunicação mobilizadora; gestão da diversidade. 
  • Mensagem mobilizadora: o futuro da educação será híbrido, humano e artificial, racional e emocional, pois será sempre centrado na alegria de aprender e na ética da convivência. 

 

4. Conclusão

A IA abre oportunidades para eficiência e inovação, mas exige reflexão crítica e ética. A sua integração nos processos educativos deve ser feita com rigor, garantindo que o desenvolvimento pessoal e humano permanece no centro da aprendizagem. 

Síntese das aprendizagens: 

  • A IA deve ser vista como exocérebro, potenciador da inteligência humana. 
  • Ensinar com IA e aprender com IA são dimensões complementares que exigem equilíbrio e rastreabilidade. 
  • O papel do professor/formador transforma-se em curador e mediador ético. 

Compromissos e próximos passos: 

  • Implementar metodologias auditáveis e transparentes que assegurem rastreabilidade pedagógica. 
  • Lançar cursos piloto premium que integrem IA como motor de diferenciação. 
  • Promover literacia ética e digital em formadores e formandos. 

 

Nota final: Este artigo foi elaborado por Joaquim Pereira, com recurso a ferramentas de IA (Copilot) para brainstorming, estruturação e redação, demonstrando na prática como a IA pode apoiar processos educativos sem substituir a mediação humana.