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FEV

2026

Formação como Estratégia

As 40 Horas Obrigatórias de Formação: De Exigência Legal a Vantagem Competitiva

Durante muitos anos, a formação profissional obrigatória foi encarada por inúmeras empresas como um custo inevitável — um mero requisito legal, sem retorno visível. No entanto, a obrigação das 40 horas anuais de formação por trabalhador pode (e deve) ser entendida como uma oportunidade estratégica para valorizar o conhecimento interno e transformar experiência em vantagem competitiva.

A conhecida frase atribuída a vários gestores de referência continua atual:

“Se acha que formar pessoas é caro, experimente não as formar.”

Trabalhar sem formação não é apenas um risco. É, muitas vezes, um desastre anunciado.

 

O problema invisível: conhecimento que existe, mas não está protegido

No tecido empresarial português, em especial nas PME, existe um património valioso que raramente é formalizado:

  • práticas internas altamente ajustadas à realidade da empresa,
  • soluções criadas pela experiência,
  • métodos afinados ao longo dos anos,
  • competências críticas que nunca foram documentadas.

Este conhecimento tácito, quando não é sistematizado, perde-se com facilidade - seja por rotatividade, reformas ou simples desgaste organizacional. E quando se perde conhecimento, perde-se produtividade, eficiência e identidade.

 

A solução: usar as 40 horas para transformar experiência em competência

É aqui que a formação obrigatória deixa de ser um custo e passa a ser uma ferramenta estratégica. Com o apoio de uma entidade formadora certificada, como a Academia VougaGeste, é possível transformar práticas internas em formação certificada, alinhada com os objetivos da empresa.

O processo é simples, mas rigoroso:

  • identificação das competências internas relevantes,
  • conversão dessas práticas em conteúdos formativos,
  • estruturação pedagógica,
  • certificação e registo das horas,
  • integração no plano anual de formação.

O que antes era apenas “saber fazer” passa a ser competência reconhecida.

 

O papel da entidade formadora

A legislação exige responsabilidade pedagógica — mas não exige formação genérica ou desligada da realidade da empresa. Pelo contrário. A formação pode nascer dentro da organização, desde que enquadrada por uma entidade certificada, que garante:

  • rigor pedagógico,
  • conformidade legal,
  • validação de conteúdos,
  • certificação das horas.

Assim, a empresa não para para cumprir a lei - cresce enquanto a cumpre.

Resultados concretos

Quando a formação nasce da experiência interna:

  1. A produtividade aumenta,
  2. A retenção de talento melhora,
  3. A identidade organizacional fortalece-se.

O “modo como fazemos as coisas aqui” transforma-se em método, cultura e vantagem competitiva.

 

Conclusão

A lei obriga, é verdade. Mas a estratégia transforma.
As empresas que compreendem isto deixam de ver as 40 horas como uma despesa e passam a vê-las como um investimento inteligente, com retorno real.

Porque formar custa - mas não formar custa muito mais.